quinta-feira, 19 de abril de 2012

Todo amor que há em mim

Todo amor que há em mim!!!
Está chegando o frio... daqui a pouco virão os dias de frio.
E ela não está mais aqui pra fazer meus cachecóis e toucas de crochê... Sim, crochê, porque ela não gostava de tricotar.
Me lembro que vendiam lindos cachecóis, cheios de detalhes, brilhantes, pontos diferentes... Mas eu não comprava, eu não queria. Eu queria os cachecóis que ela fazia pra mim...
E pra mim eram os mais lindos do mundo. Do jeitinho que eu queria, da cor que eu queria, do tamanho que eu queria... E eram feitos pelas mãos dela.
E eu queria também a touca de tricô, pra combinar com o cachecol e ficar quentinha... E era como se ela estivesse me abraçando.
Mas o frio tá chegando e ela não está mais aqui. Então vou usar os mesmos cachecóis e as mesmas tocas que ela fez e deixou pra mim.
E serão como novos. E serão como abraços.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Melancia

Eu gosto de ler. Adoro ler. Acredito até que isso tenha sido um sério problema de quando eu era criança. Mergulhava nos livros e vivia lá, ignorando a vida real. Não sei se foi tão bom, porque de certa forma hoje tenho dificuldades com essa tal de vida real, e sou muito cobrada por isso.
Bom, quero falar de um livro que estou lendo no momento.
Existem inúmeros livros a nossa disposição, de todos os tipos, de todos os autores, de todos os preços.
Mas faz uns dias que eu queria ler um livro leve, ao mesmo tempo envolvente e comovente, ao mesmo tempo engraçado.
E por acaso, li a sinopse de "Melancia", de Marian Keyes, numa tarde qualquer, e fiquei interessada.
Que livro gostoso de ler. Envolvente, engraçado, comovente e leve. Do jeito que eu queria (e precisava). É um livro de mais de 600 páginas, mas que conseguimos ler em menos de uma semana.
Eu, por exemplo, não estou dispondo de muito tempo. Acordo bem cedo pra deixar as crianças na escola, trabalhar o dia inteiro, voltar e busca-las. Em casa cuidar delas, do marido, da casa e, quando sobra tempo, de mim. Ah, e ainda tenho que dormir. Mas estou conseguindo ler no caminho de casa pro trabalho. Deixo o carro estacionado no caminho depois de deixar as crianças na escola, e sigo de barquinha e ônibus. E é onde leio. Engraçado que sempre fiquei enjoada quando lia em ônibus. Mas estou conseguindo. Tenho que conseguir. É o único tempo que tenho.
Certa vez, um amigo médico, ao me ouvir falando sobre meu desejo de parar de roer unhas, comentou o seguinte:
"Que tudo na nossa vida tem um sentido e um porque. Até mesmo essa mania de roer unhas. Uma pessoa tranquila, serena e meiga, pode estar tendo como escape esse vício. E deixa-lo, pode alterar toda sua personalidade, e a pessoa deixar de ser quem é, ou pelo menos mudar drasticamente seu jeito de ser."
E completou: "Por favor, não deixe de roer as unhas. Se cuide, pinte, frequente a manicure, mas quando sentir vontade de roer, roa. Por favor, não deixe de ser essa mulher menina, flor, meiga, suave, que você é..."

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Ah, como seu desprezo me machuca...
Esse estar junto e ao mesmo tempo tão distante.
Ficar esperando o tempo todo por um carinho seu, por um toque.
E meu orgulho se envergonha de admitir isso. Que sempre estou a te esperar, e você nunca a me olhar.
Mendingando seu carinho, seu amor. Esperar semanas, meses, por um gesto de ternura, e depois voltar a esperar por mais semanas, meses, por outro gesto.
Querer conversar pra te trazer pra perto de mim... E você sempre recuar...
Dizem que o amor desperta o que há de melhor na gente.
Dizem que o amor é altruísta a ponto de se afastar quando não é correspondido ou quando não faz bem ao outro.
E talvez essa seja a maior prova de amor que eu possa te dar: me afastar.
Engraçado que já estou decidida, que do jeito que está não dá. Aí você, como que quem adivinhando, me chama de amor, e nasce em mim a esperança de que tudo vai mudar, de que tudo será como antes. Mas logo você me despreza de novo. Foi só um engano.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Sabe, estou com medo de me perder. De nao conseguir mais ser quem eu sou.
Do fundo do meu coração, eu nunca quis o mal de ninguém, nem de quem já me fez muito mal.
Sempre ouvi: "Devemos semear bem, para colher bons frutos" "Colhemos o que plantamos".
Meu Deus, a vida real é bem diferente. E a pouco tempo, ao
 questionar com uma pessoa muito querida e próxima, sobre a doída decepcão que ela me causou, ouvi: "Você já devia saber que não é bem assim". Assim, "na lata", sem se preocupar se isso me magoaria ainda mais.
O que acontece com o mundo? O que acontece com as pessoas? Me disseram que foi sempre assim.